A polêmica das Organizações Sociais

O governo de Santa Catarina tem planos (que já estão em execução) de passar o controle de seus hospitais para as chamadas Organizações Sociais (OS). De fato, o jornal Diário Catarinense publicou matéria na sexta-feira passada (29/06/2012) (clique aqui para ver) e me lembrou do tema da minha monografia de graduação em Direito.

Continuar lendo

Anúncios

A vida no cemitério.

Trouxe de Curitiba um livro em brochura que considero um dos meus tesouros. Não se trata de nenhuma raridade caríssima, mas sim de mais uma história de Neil Gaiman. O autor inglês se tornou um dos meus favoritos desde que descobri The Sandman: O Mestre dos Sonhos.

ImagemTrata-se de The Graveyard Book (O Livro do Cemitério), que logo ganhará uma versão para os cinemas, seguindo o exemplo de outras obras de Gaiman, como Stardust: O Mistério da Estrela, e Coraline.

Desde que saí da Livraria Cultura na noite em que o comprei – meus agradecimentos sinceros aos meus colegas que me convidaram para a inauguração dela no Shopping Curitiba – embarquei nesta estranha, simpática, assustadora, enternecedora e aventureira história (sim, tudo isto!) do menino que cresceu em um… cemitério, criado por fantasmas.

Continuar lendo

O último caso de Hercule Poirot.

Tags

,

ImagemAgatha Christie era um gênio da literatura universal. Escrevi esta frase sem pensar duas vezes. Duvido que alguém refute a afirmativa, mas bem que eu me divertiria vendo o pobre coitado tentar.

Aliás, Christie é mais um dentre uma longa lista de autores britânicos que têm aquela coisa especial – uma capacidade de ser universal, atemporal e cativante, sem perder o seu próprio DNA literário, sua digital que os faz únicos.

Por exemplo, “Sem Anos de Solidão”, de Gabriel Garcia Marques é soberbo, sem dúvida. Mas quem é que consegue encarar aquele texto uma segunda vez? Poucos corajosos, em minha opinião. É preciso ter estômago, fibra! Como olhar para um abismo: você reconhece a grandeza do bicho, mas não se aproxima muito com medo de ser tragado por ele, entende? Um autor inglês causaria a mesma sensação de atemporalidade com o “Lugar Nenhum”, de Neil Gaiman.

Voltando a Christie – e a seu maravilhoso trabalho -, li recentemente “Cai o Pano” (Curtain). A última aventura do detive Hercule Poirot. E, é claro, a autora conseguiu me deixar aquela situação de “uau!” enquanto me guiava pela história deste assassinato.

O livro merece ser lido por dois motivos – primeiro, e o mais triste, é que este é o ultimo a ser desvendado pelo detetive belga. E o segundo, o “modus operandi” do criminoso.

E a mensagem que a solução do mistério nos traz: o quão estamos vulneráveis.

O crime perfeito existe.

Já idoso e doente, Poirot volta ao lugar onde resolveu seu primeiro caso em solo inglês – a mansão de Styles. Quem narra a história é seu amigo Arthur Hastings, convidado a ir para a velha mansão, agora transformada em hotel.

Quando Arthur encontra Poirot, a primeira grande surpresa: um assassinato está prestes a ser cometido. E ele já sabe quem é o assassino. O que velho belga queria era que o outro o ajudasse a encontrar a vítima!

Não é contado o nome do criminoso. Não há motivação aparente entre os crimes – exceto que em todos eles, aqueles que foram apontados como seus autores exibiam, de fato, todos os indícios de o terem cometido. Era essencial descobrir a vítima – a vítima, a única ligação com o assassino – para impedir que uma tragédia aconteça.

Continuar lendo

Coisando

Nos últimos dias que antecederam o fechamento do Cadastro de Eleitores deste ano (que ocorreu em 10 de maio), a loucura tomou conta dos cartórios eleitorais em todo o país. Pode-se descrever o problema usando-se as palavras de uma jornalista de um jornal local: o brasileiro não pode ser acusado de não cumprir as tradições culturais da nação (traduzindo-se: filas e mais filas de pessoas que, é claro, deixaram para a última hora fazer o primeiro título, transferir ou alterar dados cadastrais).

Continuar lendo

21 de janeiro de todos os mitos

Refletindo sobre o fato circunstancial de que minha mãe entrou em trabalho de parto e me deu a luz em um 21 de janeiro, diversas vezes ao longo da minha vida quis saber o que mais havia acontecido neste dia. Torcia por achar um grande evento ou o nascimento de um gênio da Humanidade. Teria o Destino conspirado para que eu me aproximasse da configuração astrológica das grandes mentes?

Continuar lendo

“Pater Familias”

O segundo domingo de agosto foi escolhido para homenagear os pais. A data será no próximo fim de semana e aproveitei para refletir sobre o que as figuras paternais da minha vida significaram para mim. Não se trata de Direito, nem de Literatura, ou de qualquer outro assunto que já tenha discutido neste blog. Mas nunca foi minha intenção limitar o alcance dos textos, já que o espaço funciona mais como um apanhado de todas as coisas que passam por esta minha cabecinha avoada.

É minha história. É sobre o que aprendi a respeito de paternidade e de sua presença na vida de uma pessoa. Neste sentido, três figuras masculinas tiveram grande impacto: meu pai, é claro, e meus dois avós. Os pater famílias do meu “clã”.

Continuar lendo