Refletindo sobre o fato circunstancial de que minha mãe entrou em trabalho de parto e me deu a luz em um 21 de janeiro, diversas vezes ao longo da minha vida quis saber o que mais havia acontecido neste dia. Torcia por achar um grande evento ou o nascimento de um gênio da Humanidade. Teria o Destino conspirado para que eu me aproximasse da configuração astrológica das grandes mentes?

Não. Só o Michel Teló nasceu no mesmo dia. Do mesmo ano.

Destino, “ai, se eu te pego!”.

Ainda assim, há algumas coisas interessantes. Por exemplo, (e por falar em astros) 21 de janeiro é o primeiro dia do signo de Aquário. Há dois mitos ligados a este signo. O primeiro, Ganimedes, o príncipe troiano levado por Zeus para servir aos deuses o néctar que os fazia imortais. O segundo, Prometeu, o titã que amava tanto a Humanidade que roubou uma centelha do carro do deus-sol Apolo e a deu aos homens.

Também por ter nascido em 21 de janeiro, segundo os místicos, angariei o resguardo de Hekamiah, anjo da casta dos querubins destinado a proteger os que exercem posições de comando e ajuda a libertar os oprimidos.

Ainda, é o dia em que morreu Santa Inês – e por isto a ela dedicado no calendário católico. Garota romana de 13 anos, de família nobre e cristã, que teria preferido morrer virgem a ceder às pressões das autoridades e se casar (descobri isto aos 11 anos e já então me pareceu um motivo estranho pelo qual se morrer: virgindade é como dente de leite, cada um tem a sua hora certa de perder). Mas vá lá: liberdade sexual inclui o direito de dizer “não” e Inesita sabia muito bem disto.

Mas o que mais me deu orgulho de ter nascido no dia 21 de janeiro foi o dia ter sido escolhido para comemorar o DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIOSA.

Então, feliz Dia do Combate à Intolerância Religiosa.

Seja lá qual for o seu mito.

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